Comércio eletrônico entre empresas (B2B) e para consumidores finais (B2C) cresceu 105% em 2002. 2003-08-07 O comércio eletrônico entre empresas (B2B) e para consumidores finais (B2C) cresceu, no cenário mais conservador, 105%, de acordo com a 5ª Pesquisa Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro, da Fundação Getúlio Vargas - Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP), divulgada nesta quarta-feira (19/03).
Segundo dados da pesquisa, as transações B2B atingiram 2,39% em 2002 contra 1,18% de 2001. Em números, algo entre US$ 5,6 e 5,8 bilhões contra US$ 2,6 e 2,8 bilhões.
As transações de empresas com consumidores finais cresceu de 0,35%, em 2001, para 0,79% no passado, o que significa valores entre US$ 1,8 e 2,8 bilhões contra US$ 800 milhões em 2001.
Somando-se os valores apresentados, o comércio eletrônico brasileiro (B2B mais B2C) atingiu a cifra entre US$ 7,4 bilhões e US$ 7,8 bilhões em 2002. O dado considera os valores mínimos e máximos estimados pela Fundação Getúlio Vargas.
Portanto, em um cenário conservador, considerando o valor mais baixo, houve um crescimento de 105% em 2002 no volume de transações de comércio eletrônico. Esta expansão chega a 129%, se considerado o dado mais otimista.
"A tendência é de crescimento, agora com mais cautela, buscando retornos efetivos dos investimentos realizados", afirmou Alberto Luiz Albertin, professor da FGV-EAESP, responsável pela pesquisa.
A pesquisa da FGV-EAESP considera os valores quando as transações são efetivamente concluídas pela Web. Portando, quando alguém vai comprar um carro e, mesmo que o pedido seja feito de um quiosque pela Web dentro de uma concessionária, este valor não entra na contabilização geral da pesquisa. Mesmo assim, carros e passagens aéreas são responsáveis por até 70% do total das transações B2C.
Foram pesquisadas 420 empresas de todos os portes. Elas não realizaram investimentos expressivos nos seus níveis de gastos e investimentos em comércio eletrônico, atingindo a média de 0,5% da receita líquida no setor de indústria, 0,66% no de comércio e 1,25% no de serviços.
Fonte: [ Ralphe Manzoni Jr.] do IDG Now! Voltar
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